quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ex-governador é internado com gastrite

O poeta e ex-governador Ronaldo Cunha Lima, pai do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), está desde ontem em São Paulo no Hospital Sírio Libanês.

Segundo informações de Cássio, postadas no microblog twitter, o embarque foi neste domingo e nesta segunda (19) estará  fazendo exames médicos.

O ex-governador está tratando de um adenocarcinoma no pulmão esquerdo.

No início deste mês, Ronaldo esteve internado no Hospital da Unimed para tratar uma gastrite moderada.

sábado, 23 de abril de 2011

Brócolis cura a gastrite

Está comprovado que o brócolis é uma das verduras mais nutritivas. Rico em fibras, possui vitamina C e betacarotentos, que funcionam como protetores do estômago no combate a bactéria causadora da gastrite. A bactéria Helicobacter pylori é uma bactéria que vive no muco que cobre a superfície do estômago. A maioria das pessoas vive bem com a bactéria e apenas uma minoria desenvolve a gastrite. A infecção se dá por via oral e provoca gastrite aguda podendo evoluir para gastrite crônica rapidamente. É a sensibilidade de cada pessoa que vai deixá-la suscetível ou não à doença. O sulforafano encontrado no brócolis tem propriedades antioxidantes, que estimulam enzimas desintoxicantes presentes no organismo. Por causa disso o vegetal destrói o Helicobacter pylori. Além de proteger o estômago, o brócolis também combate o câncer de mama, útero, próstata, cólon, pulmão, esôfago, laringe e bexiga. Por Carolina Abranches

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Gastrite sintomas

Maus hábitos alimentares, como abusar de alimentos gordurosos e cafeína, estresse crônico e até mesmo consumo de antiácidos sem orientação médica são as principais causas de má digestão. A gastroenterologista Rita Iglezias, do Hospital Samaritano, ensina que adotar um estilo de vida saudável, o que inclui mudanças na dieta, comer na hora certa e praticar exercícios físicos, é o primeiro passo para evitar o problema. Ela alerta que a má digestão pode esconder outras doenças mais graves.

Quais são os sintomas da má digestão? E as principais causas?

RITA IGLEZIAS: Os sintomas da má digestão ou dispepsia são dor crônica ou desconforto na boca do estômago, náuseas, vômitos, azia, sensação de estômago cheio, saciedade precoce e arrotos frequentes. As causas incluem gastrite, úlceras, refluxo e câncer digestivo, como os tumores de estômago ou pâncreas. Determinados medicamentos também podem provocar má digestão, como o uso de alguns antibióticos, anti-inflamatórios não esteroides, ferro, nitrato, teofilina e antagonistas de cálcio.

Má alimentação e estresse causam o avanço da gastrite infantil

A pequena Heloísa Garcia Antunes, 10 anos, sempre se queixou de dor na barriga. Considerada pelos pais uma criança ativa e agitada, a menina ficava cabisbaixa e abatida quando o sintoma se manifestava. A gastrite foi diagnosticada somente no começo deste ano, quando a dona de casa Salete Garcia, mãe da garota, percebeu que a filha também apresentava mau hálito persistente, apesar dos devidos cuidados de higiene.

— A alteração no hálito me preocupou e eu procurei o atendimento de um especialista. Na consulta, Heloísa deixou claro para o médico que a dor era em forma de queimação, fato que já o levou a suspeitar de gastrite. Levei um susto. Não sabia que crianças sofriam com essa doença — relata.

Uma endoscopia confirmou o diagnóstico e o tratamento foi iniciado em seguida.

Não existem estudos que apontem a incidência da gastrite infantil no Brasil. Pediatras e gastroenterologistas, porém, são unânimes em dizer que a doença tem feito mais vítimas que em décadas passadas. A inflamação na mucosa do estômago pode ser causada pela dieta inadequada, com alimentação ácida, rica em gordura e sódio, assim como a ingestão excessiva de produtos embutidos ou condimentados.

Fatores hereditários, estresse emocional e alguns medicamentos também podem desencadear o problema. Uma vilã de peso é a bactéria Helicobacter pylori (Hp), micro-organismo que afeta 50% da população mundial e é causadora da gastrite. O gastroenterologista infantil do Hospital Anchieta Willian Casa Grande explica que a Hp é responsável por pelo menos 30% dos casos de gastrite nos pequenos.

Segundo o médico, os sintomas são praticamente os mesmos da inflamação que ocorre no estômago dos adultos, mas como as crianças não sabem expressar perfeitamente o que sentem, o diagnóstico é postergado, causando desconforto por um bom período. A dor na região abdominal é a manifestação principal.

— Normalmente, ela é interpretada pelos pais como dor de barriga. A negligência faz com que a doença avance e passe a provocar vômitos, azia, queimação torácica e mal-estar. Nas fases pré-escolar e escolar, quando a criança descobre o fast-food, com refrigerantes e alimentos menos saudáveis, o problema é mais comum — aponta Casa Grande.

Uma biópsia feita com a endoscopia pode confirmar se a gastrite foi provocada pela Helicobacter pylori, transmitida por via oral-oral ou oral-fecal. Por isso, compartilhar talheres, copos e escovas de dentes pode ser perigoso, assim como ingerir alimentos mal lavados. O médicos evitam pedir a endoscopia em crianças. Por serem naturalmente mais agitadas que os adultos, é preciso lançar mão de anestesia geral para a realização do procedimento e os pais geralmente relutam em permiti-lo.

— No entanto, a endoscopia é o melhor exame para o diagnóstico, principalmente se a inflamação é provocada pela bactéria. Ela nos permite verificar o estado da mucosa e pinçar um pedacinho do estômago para a biópsia. Quando a Hp é a desencadeadora da doença, o tratamento deve ser diferenciado. É preciso eliminar a bactéria e tratar a doença — esclarece.

Cobranças
Antecedentes familiares aumentam as chances de desenvolver gastrite. A sobrecarga de atividades e a cobrança que a vida moderna impõe aos pequenos também podem ser danosas. O pediatra Wilson Marra explica que o excesso de afazeres não permite que meninos e meninas tenham tempo para curtir a infância.

Aulas de idiomas, de informática, academia e outros compromissos, se não forem bem dosados, promovem um ritmo de vida alucinante.

— A garotada não sabe lidar com o estresse e isso tem reflexos graves na saúde. Depois da Hp e da alimentação inadequada, ele é o grande culpado pelo aumento dos casos nos últimos anos. Os pais devem deixar as crianças serem crianças. É preciso tempo para brincar e relaxar. A alimentação também deve ser muito bem cuidada e é responsabilidade dos pais, não das babás — enfatiza o pediatra.

O tratamento para a gastrite é feito com medicamentos específicos, que reduzem a secreção ácida do estômago, mas, se os cuidados com a higiene e a alimentação não forem adequados, a doença acaba virando um ciclo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Doença inflamatória da camada superficial interna que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. A gastrite pode ser aguda

Doença inflamatória da camada superficial interna que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. A gastrite pode ser aguda, que surge de repente, sendo caracterizada por uma situação passageira, podendo evoluir para crônica.
A gastrite crônica pode evoluir para a forma de gastrite erosiva ou gastrite hemorrágica, causando até perdas de sangue pela boca ou pelo ânus. Acomete mais as mulheres com vida agitada e alimentação deficiente, mas o estresse é o grande fator para o aparecimento da gastrite, atingindo milhares de pessoas no mundo anualmente. As principais causas são:
Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse microorganismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, em longo prazo, ao câncer de estômago.
Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações o organismo produz anticorpos, de forma errônea, contra seus próprios órgãos. Doenças como: lúpus, hipotiroidismo, artrite reumatóide e diabetes que requerem insulina são exemplos. Neste tipo de gastrite, anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção e redução de absorção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer em longo prazo.
Gastrite por aspirina e por antiinflamatórios: Estes medicamentos quando utilizados por pouco tempo não causam problemas. Ao contrário o seu uso regular pode levar para uma gastrite ou uma situação mais séria como a úlcera.
Álcool e certas substâncias químicas podem causar inflamação e dano ao estômago quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.
Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo, a bactéria da tuberculose e a da sífilis; podem também ser causados por vírus, fungos e outros parasitas.
Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica; a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças como a sarcoidose e a doença de Crohn. A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.

SINAIS E SINTOMAS
Dor e queimação; azia; perda de apetite; náuseas e vômitos; distensão da região do estômago; sensação de saciedade alimentar precoce; fraqueza; ardência da língua (glossite); irritação dos cantos dos lábios (comissurite); diarréia; mais raramente, alterações neurológicas envolvendo memória, orientação e coerência, quadro clínico relacionado à gastrite atrófica.
O diagnóstico na gastrite aguda é baseado na história clínica, sendo em geral desnecessário exames. Na suspeita de complicações, como a hemorragia, a endoscopia digestiva alta é o exame indicado, entretanto em 40% dos casos de gastrite crônica nada mostram.
Por isso, considera-se que o diagnóstico das gastrites crônicas é, fundamentalmente, histológico, ou seja, pelo exame microscópico de fragmentos da mucosa colhidos por pinça de biópsia que passa através do próprio endoscópio.

SAIBA MAIS
Evitar o uso de medicações irritativas como os antiinflamatórios e a aspirina, o abuso de bebidas alcoólicas e do fumo. Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas. Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.
Evite alguns alimentos como frutas cítricas (laranja, limão, tangerina, acerola, abacaxi, kiwi, morango entre outras), refrigerante, condimentos como pimenta, canela, legumes ácidos como pepino, tomate, couve, couve-flor, brócolis, repolho, pimentão, nabo, rabanete.
Outros alimentos também devem ser evitados como os ricos em gordura (leite e derivados, frango com pele, maionese, creme de leite, entre outros), temperos como vinagre, pimenta, molhos industrializados, molho de tomate, ketchup, caldos. Fuja dos enlatados e conservas. Lingüiça, salsicha, patês, mortadela, presunto, bacon, carne de porco, carnes gordas. O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não são contra-indicados se o paciente tolera bem essas bebidas. Mudar o estilo de vida agitado para uma vida mais calma parece ajudar na melhora nos sintomas da gastrite, juntamente com uma alimentação saudável.
No caso de sintomas acima procure o gastrologista.